24.11.05

Desfecho

Não tenho mais palavras.
Gastei-as a negar-te…
(Só a negar-te eu pude combater
O terror de te ver
Em toda a parte.)
Fosse qual fosse o chão da caminhada,
Era certa a meu lado
A divina presença impertinente
Do teu vulto calado
E paciente…

E lutei, como luta um solitário
Quando alguém lhe perturba a solidão.
Fechado num ouriço de recusas,
Soltei a voz, arma que tu não usas,
Sempre silencioso na agressão.

Mas o tempo moeu na sua mó
O joio amargo do que te dizia…
Agora somos dois obstinados,
mudos e malogrados,
Que apenas vão a par na teimosia.


Miguel Torga

3 Comments:

Blogger o zé em viseu said...

eu e k sou metaleiro tenho um dedo no cu!

00:33  
Blogger o homem das ceroulas amarelas said...

o q é q isso é suposto ser?

13:49  
Anonymous Anonymous said...

o poema ta lindo... os desenhos tmb .. a imagem do jogo perfeita ihih .. esse jogo marcou a minha infancia =P ... i tu tmb m marcaste! continua c o blog i continua a surpreender como ate agr ;) ****

01:25  

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